Um sinal de que estamos no caminho certo – Parte 2

29 Jun

Continuando…outros tópicos que me identifiquei muito:
4) Falta de tempo: “É um erro culpar-se por trabalhar muito”. Concordo, não temos que ter culpa por gostar de trabalhar, de ter prazeres além de ser mãe e não temos que compensar nada por isso, mimando nossos pequenos pela ausência. A palavra mágica que a psicóloga utiliza e que faz a diferença é “harmonizar nossas opções”, a busca deste equilíbrio deve ser natural. “Muitos se martirizam por trabalhar demais e não ter tanto tempo para ficar com os filhos. Mas quem disse que você é obrigado a ter? Trata-se de culpa real sobre uma base imaginária. Escolher é um exercício de liberdade. Se você quis ter uma carreira, faça de tudo para harmonizar essa opção. O maior problema não são as poucas horas, mas os erros na tentativa de compensá-las. Com frequência, os pais querem desfrutar a presença da criança, priorizam agradá-la e abrem mão da educação. Ser afetuoso e brincar com ela não significa deixar de ter firmeza quando necessário. Agora, se acha que não consegue conciliar tudo, pode rever seus planos, fazer concessões no trabalho. Só não dá para deixar de lado o seu papel, como é comum. Isso acontece porque, para muitos, ter um filho integra o pacote de consumo do bem viver, que inclui também um belo apartamento, uma cozinha gourmet… A realidade é bem dura. Não há nada de fácil na paternidade”, afirma a psicóloga.

5) Onde fazer a matrícula: “As escolas são mais parecidas do que você pensa”. Como já escrevi em posts anteriores a melhor escola para as minhas filhas sempre foi uma busca constante. E hoje, a melhor para mim, não é a que possui tradição, status, brasão e a melhor cotada no ENEM, mas aquela que respeita as minhas pequenas, que as conheça, que introduzam da melhor maneira todo o conhecimento e que principalmente, e o mais importante, que SEJA PERTO DE CASA!!! Me dá calafrios em pensar nas reuniões que preciso fazer do outro lado da cidade, imagina uma criança ter que cruzar a cidade para poder estudar?! Rosely Sayão afirma: “As escolas são mais parecidas do que você pensa, nos vícios, na organização, na maneira de tratar os alunos. As famílias exageram nessa preocupação e acabam colocando o filho a uma, duas horas de casa, o que vai ser estressante. É claro que há alguns aspectos a observar. Visite a escola no horário de saída das turmas e puxe uma conversa com os professores do lado de fora, questione se eles se sentem respeitados e valorizados ali. Longe dos olhos dos diretores, eles podem mostrar mais sinceridade. Em segundo lugar, passe lá na hora dos intervalos e veja se há adultos propondo brincadeiras, tutelando a relação entre os estudantes, apartando as brigas. Recreio também é atividade pedagógica e se torna cansativo para o aluno ficar apenas correndo histérico pelo pátio. Por último, não dê tanta bola para os aspectos estruturais: atividades físicas são importantes, mas não se trata de um clube”.

6) Pais e mestres: “Famílias são parceiras do colégio, no mau sentido”. Diz a psicóloga: “Os pais têm delegado à escola sua função de cuidar dos filhos ao deixá-los ali o dia inteiro, por falta de opção. Assim, os colégios acabam se tornando verdadeiros depósitos, desvirtuando a imagem de serem um local de ensino. O inverso dessa relação também acontece: as famílias assumem funções que não são suas, especialmente quando o desempenho do aluno é ruim e os coordenadores recomendam que contratem um psicólogo ou um professor particular. Indicam até os profissionais para essas aulas de reforço — o que é uma loucura!” Nunca tinha refletido a respeito das aulas particulares, realmente não se pode transferir um problema, a responsabilidade. Parceria não é isso, isso é passar a bola quando o outro está de costas!

7) Desempenho: “Seu filho não precisa ser o melhor da classe”. Meu primeiro príncipio sempre foi: “Se nem eu, nem meu marido, fomos os primeiros alunos da nossa turma, por que exigir isso de nossas filhas?”. Rosely Sayão afirma: “Na era da informação, em que o conhecimento está disponível facilmente na internet, o papel da escola é ensinar o aluno a usá-lo com sabedoria. Seu filho não precisa ser o melhor da classe, e cobrar isso dele não é muito justo, já que em uma turma existe apenas um primeiro lugar”.

Referência: Rosely Sayão dá dicas aos pais sobre educação das crianças, Revista Veja São Paulo

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